Experimentem, degustem, divirtam-se!

Experimentem, degustem, divirtam-se!
Conheçam livros de ficção e fantasia com tempero nacional: Agridoce, Cítrico e Paganus.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Promoção com sabor de Malte =)

Oi gente!!
Meu blog parceiro Khave Livros e a Breja Mania estão comigo em uma promoção para comemorar as mais de 700 curtidas na minha página no facebook!
Os prêmios são um livro Paganus e uma deliciosa cerveja belga de malte torrado com sabor de cereja.
Imaginem Diogo degustando uma bebida de coloração avermelhada, envelhecida em barril de carvalho, com um sabor levemente adocicado e efervescente.
E, então? Que tal participarem dessa promoção diferente?
A promoção começa hoje a vai até dia 24/02/2014.
O regulamento é fácil:
* Residir em território Nacional * Se inscrever no canal do Youtube Khave Livros http://www.youtube.com/khavelivros
* Comentar no vídeo do Agridoce e Cítrico http://www.youtube.com/watch?v=X0Xxelfpn98
* Conhecer as páginas do Facebook do Khave Livros e da Simone Marques. Khave Livros ---> www.facebook.com/khavelivros
Simone O Marques ---> https://www.facebook.com/Simonemania
* Compartilhar esse post ou qualquer outro falando sobre essa promoção.
* Clicar na aba PROMOÇÕES dentro da página do Khave Livros no Facebook e clicar em "QUERO PARTICIPAR" nesta promoção.
NÃO DEIXEM DE SEGUIR ESSE PASSO DA ABA PROMOÇÕES! É MUITO IMPORTANTE, POIS SE NÃO CLICAR EM "QUERO PARTICIPAR" SEU PERFIL FICA FORA DO SORTEIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Boa sorte!! =)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Novos banners =)

Oi gente!!
Meu leitor Reinaldo Iceni fez alguns banners de minhas obras.
Adorei os elementos escolhidos, que tanto refletem as histórias. =)
Deem uma olhadinha.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Os Deuses do Mar, conheçam um pouco da história. =)

Oi, gente!!
Os Deuses do Mar é o primeiro livro da série Marina e os tesouros da Tribo de Dana.
A história é uma distopia com fantasia e que tem como elemento principal a mitologia celta.
Sinopse:
"Marina vive cercada de cuidados e não pode dar um passo sequer sem que um guerreiro treinado a esteja vigiando. Ela é tratada como uma Deusa pelos habitantes da fazenda onde vive, mas não tem direito à liberdade. Entretanto, é dentro da própria fazenda que a jovem irá romper o véu que separa o mundo dos vivos do Outro Mundo e descobrirá que, para impedir que todos os que ama sejam mortos, terá que se aventurar entre os antigos deuses celtas e reunir os míticos Tesouros da Tribo de Dana..."
Esse é o prólogo do livro:
Marina, sentada em sua cama enorme na Morada da Deusa, observava os próprios dedos tentando compreender o poder que possuía. Não era uma coisa real. Era um feito digno de filmes de terror, de histórias fantásticas ou do sonho de todo adolescente...
Há algumas semanas era apenas uma menina que tinha que conviver com os problemas de sua idade: amigos e escola. Mas tudo virara de pernas para o ar e estava assustada.
Ela havia matado uma colega durante uma festa. Mas ela não usara nenhuma arma ou mesmo a agredira fisicamente. Ela simplesmente desejara que aquela menina arrogante morresse e foi o suficiente para que a outra caísse no chão já sem vida.
O que acontecia com ela? Por que sentia aquela força crescendo dentro de si que a impelia a fazer coisas tão... desastrosas? Era Marina Garcia, tinha certeza daquilo, mas também era uma outra pessoa, alguém que tinha algo a realizar, que era parte de algo infinitamente maior e mais poderoso, uma força incontrolável.
Não! Tinha que ser controlável! Ela não podia simplesmente aceitar ser dominada por aquela força. Afinal era ou não era filha de Sara e Lucas? Pensou puxando os joelhos de encontro ao peito e pousando a testa sobre eles. Tinha certeza de que sua mãe apareceria ali para falar sobre as últimas notícias...
Ainda sem compreender como tudo aquilo funcionava, ela havia desejado mais algumas coisas...
E uma delas foi que os templos religiosos fossem destruídos, por que dentro de alguns deles havia aquelas pessoas intolerantes que haviam matado algumas meninas apenas por que se pareciam com ela e sentiu que era o que devia desejar e por que aquilo tinha que acontecer.... E, então, todos os templos foram destruídos, houve milhões de mortos e feridos...
Por que a estavam perseguindo era algo que não compreendia. Sabia que muitas ancestrais suas tinham sido perseguidas acusadas de bruxaria e até sua mãe fora perseguida em pleno século vinte e um! O que as levara a viverem fugidas por anos, até que a sacerdotisa da Tribo de Dana a encontrara e a “convencera” de que ir para aquela fazenda era o certo a fazer... ali ela estaria protegida e eles a ajudariam a entender o que estava acontecendo em sua vida.
Uma batida leve na porta a fez suspirar profundamente e erguer a cabeça.
- Oi, meu amor... tem um tempinho pra mim? - Felipe falou com um sorriso e entrou no quarto. Ele era seu tio postiço, um ex-padre que abandonara tudo para ficar com ela e a mãe, cuidar delas, protegê-las e amá-las, quando pensavam que o pai de Marina estivesse morto, e aquilo era outra loucura em sua vida.
Seu pai levara um tiro quando a resgatara das mãos dos sequestradores há doze anos e acreditaram que ele havia morrido...
Ah! Aquilo ainda era outra história... Sim, ela fora sequestrada quando tinha poucos meses de vida e estranhamente por pessoas daquela fazenda onde vivia agora, seu pai a resgatara, levara um tiro e ficara à morte enquanto sua mãe havia fugido para tentar protegê-la de uma freira maluca que desejara matá-la. E agora ela morava naquele lugar como se tivesse nascido ali. Uma vida normal, com certeza...
- Que pergunta, tio! - Sempre teria tempo para ele. Felipe conseguia ser sempre um oásis de paz em seus momentos de aflição. Sempre conseguia fazê-la sorrir e enxergar as coisas por um ângulo diferente.
Felipe sentou-se na cama ao lado dela e pegou em suas mãos, acariciando-as suavemente. Marina percebeu que ele estava angustiado, preocupado e tentava buscar uma forma de lhe falar o que sentia. Ela ficou olhando para ele esperando-o encontrar a coragem ou as palavras... Tocou nos cabelos loiros e levemente grisalhos.
- Sabe, meu amor... - ele respirou fundo e falou ainda fitando as mãos dela.
Devia estar imaginando uma forma de discutir os últimos eventos sem magoá-la.
- O pensamento é uma coisa forte... e a gente acaba subestimando essa força. Minha avó dizia e muita gente acredita que a “fé move montanhas”. Cientistas dizem que não usamos todo o potencial de nosso cérebro... - ele deu um sorriso nervoso e ergueu os ombros. - Então... está querendo dizer que eu posso ser um daqueles seres estranhos, talvez extraterrestres e que a minha cabeça pode crescer e minha pele ficar verde? - ela sorriu e ele levantou os olhos que brilharam de admiração, humor e amor.
- Não sei... seus olhos já tem aquele tom meio... alienígena - brincou, mas ela podia perceber mais uma vez que ele temia algo que via nos olhos dela. Uma vez dissera que seus olhos brilhavam de uma maneira diferente em alguns momentos, como se houvesse uma brasa por trás deles.
- Tio... - ela falou e o abraçou com força. - Você ainda pode me amar, mesmo que eu tenha provocado coisas tão ruins? - perguntou e ele a apertou mais nos braços.
- Nada vai me fazer deixar de amar você, Marina... - ele falou com emoção na voz que era abafada pelos cabelos negros e perfumados dela. E ela sabia que ele a amava.
Marina se afastou, o olhou com lágrimas nos olhos e deu um sorriso aliviado.
- Minha mãe tá brava? - perguntou mordendo o lábio inferior.
- Não, meu amor... ela só está preocupada com tudo o que está acontecendo - ele respondeu e ela sabia que as coisas estavam bastante difíceis para a mãe também.
- E meu pai? - ela perguntou olhando para a porta.
Sim, sua história ainda tinha o episódio da descoberta de que seu pai estava vivo e que vivera por doze anos sem memória, vivendo junto daqueles a haviam sequestrado e que, na verdade, só desejavam ajudá-la a compreender seu destino. Mas por que não haviam tentado explicar tudo para seus pais ao invés de sequestrá-la, ainda não entendia. Haviam reencontrado Lucas na fazenda Tribo de Dana e ele havia se tornado um guerreiro, no sentido literal da palavra. Era um homem forte, que lutava muito bem e era bastante perigoso. Sabia que ainda precisavam se conhecer mais, mas já estava impressionada com ele.
Felipe se levantou e respirou fundo.
- Ele é um guerreiro e essas coisas não devem assustá-lo. - falou e ela percebeu uma ponta de ciúmes na voz dele, o que era compreensível, afinal, ele era apaixonado pela mãe dela, vivera com ela por doze anos e ela simplesmente se atirara nos braços de Lucas e o deixara “a ver navios”, como diziam.
- Ah, que bom! Me sinto tão melhor! - ela falou com ironia e se esticou sobre a cama macia.
Felipe foi até a janela e ficou olhando para a aldeia, a tribo de Dana, lar daqueles que acreditavam que ela fosse a divindade personificada e diziam que ela era a esperança...
- Você... sabe o que esperam que você faça? - ele perguntou e se virou para Marina que o olhava confusa. - O que Gwenneth te disse? Sei que ela falou com você ontem, enquanto eu... ia atrás de sua mãe.
Marina fitou o teto de tábuas bem entrelaçadas e cobertas por telhas de barro pensando naquilo que Gwenneth, a sacerdotisa, havia dito.
- Ela me disse que meus ancestrais construíram esse lugar para que um dia eu viesse para cá – virou-se na cama e abraçou o travesseiro. - Disse que sou a dona de tudo isso e herdeira da Grande Deusa... que tudo o que preciso saber sobre minha missão está guardado aqui... - indicou sua própria cabeça – e aqui - tocou sobre o peito. – Mas que vou precisar de ajuda para tomar consciência da minha missão... e que eles sabem como fazer isso e vão me ajudar... Falou que existe um lugar aqui na fazenda que chamam de “O Círculo” – fez o sinal de aspas com as mãos e suspirou. – Eu não sei se quero conhecer esse lugar... fiquei toda arrepiada só dela falar o nome – esfregou os braços vigorosamente.
- Disseram que essa fazenda é sua? - Felipe perguntou curioso apoiado na janela.
- Acho que sim... estranho, né? – aquilo era realmente muito esquisito, como podia ser dona de uma mega fazenda daquela?
- Muito... – ele concordou pensativo olhando em volta. Devia estar pensando naquele povo que construíra aquela casa linda só para ela, sem ao menos conhecerem-na ou no jeito estranho com que todos a reverenciavam, como se fosse alguém da realeza desfilando em tapete vermelho. Aquilo realmente incomodava. Ele fechou os olhos e levou a mão à cabeça apertando as têmporas... – Mas veja bem... você virou uma senhora de terras... – tentou dar um toque de humor à situação, mas era um pouquinho difícil...
- Tio... não foi pra isso que viemos para cá, não é? Eu só quero entender o que acontece comigo! – a aflição fez a voz dela sair embargada e ele se sentou ao seu lado e acariciou seus cabelos.
- Acho que ainda vai entender, meu amor. Enquanto isso pretende ficar escondida aqui nesse quarto? – ele falou com um sorriso, sabendo que a provocava.
Marina o encarou com o cenho franzido. Ele sabia como ela não gostava de ser desafiada, por que se sentia impelida a agir, mostrar que era capaz.
Ela não queria se esconder, como uma menininha assustada, mas também precisava de coragem para enfrentar algo que desconhecia, e se ferisse mais alguém sem que pudesse impedir?
- Tio... e se eu... ferir alguém? – perguntou insegura e ele se ergueu.
- Isso não vai acontecer, meu amor... – ele falou estendendo a mão em sua direção. - Estou ouvindo aquela música estranha lá no pátio... Devem estar dançando em volta da fogueira. - fez uma careta. A cultura daquele povo era uma novidade interessante para eles que viviam na cidade, no Brasil e que jamais haviam conhecido um membro da tribo celta antes.
Por que aqueles que moravam naquela fazenda diziam ser herdeiros dos celtas e por isso seu lar se chamava Tribo de Dana, pois Dana era a Grande Deusa, a mãe dos deuses celtas e, consequentemente, de todos eles...
Marina precisava acreditar em seu tio, queria acreditar e, por isso, se levantou e respirou fundo.
- Certo. Mas seria melhor se tivesse um hambúrguer, batatas fritas gigantes e meio litro de refrigerante! – sorriu e viu que ele relaxou os ombros. Esperava aquilo dela e ficava feliz por não decepcioná-lo.
- Ao menos estamos seguindo uma dieta que dizem ser a ideal - ele brincou se referindo à dieta orgânica e integral a que estavam se submetendo nos últimos dias...
- Ah, tá! - Marina fez uma careta. Depois se aproximou dele e o abraçou com força. - Obrigada por ficar aqui, tio - disse afetuosamente e o sentiu suspirar.
- Onde mais eu ficaria? - ele sorriu pegando no rosto dela e fazendo encará-lo. - Meu lugar é com você e com sua mãe. - completou e ela apenas assentiu com os olhos brilhando como estrelas...